Augustin Bizimungu, general ruandês durante o genocído de 1994, foi hoje condenado a 30 anos de prisão pelo papel que desempenhou no massacre.

19.05.2011

Além de Augustin Bizimungu, o tribunal da ONU, sediado na Tanzânia, para julgar os crimes de guerra no Ruanda também condenou o antigo chefe da polícia paramilitar Augustin Ndindiliyimana, entretanto libertado por já ter cumprido a pena. O major Francois-Xavier Nzuwonemeye e o capitão Innocent Sagahutu foram ambos sentenciados a 20 anos de prisão por crimes contra a humanidade.

“Dentro das circunstâncias, é uma grande decisão, mesmo que muitas pessoas pensem que ele [Bizimungu] merecia a pena máxima” disse o procurador responsável, Martin Ngoga, à Reuters.

Bizimungu, hoje com 59 anos, andou a monte durante oito anos até ser detido, em 2002, por rebeldes da UNITA em Angola. Figurou na lista dos mais procurados suspeitos de genocídio dos EUA e o governo americano chegou a oferecer uma recompensa de cinco milhões de dólares pela sua captura. O tribunal referiu que o general tinha completo controlo sobre as suas tropas e as incitava à matança com promessas de armas e combustível para incendiar casas.

Já Ndindiliyimana possuía um controlo limitado sobre os seus homens e opunha-se ao massacre. Condenado a 11 anos de prisão, este foi libertado por já se encontrar detido desde 2000. Nzuwonemeye e Sagahutu foram acusados de ordenarem o assassinato da primeira-ministra Agathe Uwilingiyimana, que resultou na morte de oito capacetes azuis e acabou por levar a ONU a abandonar o Ruanda

O genocídio no Ruanda teve como ponto de partida a morte do presidente Juvenal Habyarimana, a 6 de Abril de 1994, quando o seu avião foi abatido. Poucas horas depois membros do governo organizaram milícias compostas por homens da etnia Hutu que chacinaram, por todo o país, os membros da minoria Tutsi, bem como Hutus moderados. Em poucos mais de três meses, 800 000 pessoas foram mortas.

Fonte: Diário de Notícias

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Comentários

2 Reacções a “Augustin Bizimungu, general ruandês durante o genocído de 1994, foi hoje condenado a 30 anos de prisão pelo papel que desempenhou no massacre.”

  1. Maridjata Mc 27.05.2011 - 10:54:53

    Sou incomformado pela atrossidades que acontecem bem na minha vista e a omissão de factos ja há anos.

    É inconcebivel perceber como alguém que tem coração viver com tanta maldade no coração fazendo sofrer aqueles que tambem ousa chamar de irmão, mais um ano se passou e a verdade sobre o 27 de maio continua oculta se não há nada a esconder porque não tornam as coisas mais claras nos os jovens da geração de 80 e 90 ja começamos a ganhar consciencia de a quantas andam as coisas a nivel da nossa governação exigimos que se pronunciem em relação ao destino de varios nacionalistas como Artur Nunes, Urbano de Castro, David Zé, Nito Alves, Monstro Imortal, Bakalof, Sita Valles e outros nomes que a memória ja começa a apagar peço as sinceras desculpas por me ter esquecido desses grandes nomes e não entem como desrespeito as suas almas…..QUEREMOS JUSTIÇA. que DEUS vos tenha.

  2. Humphrey van Samson 18.06.2011 - 21:31:11

    Ficamos sempre alertas para que atrocidades dessas sejam punidos na rigor da lei,custa que custar.
    Há tantos casos ainda pelo mundo a fora a ser investigados.
    Essas vidas perdidas não faltam,mas essa ideia de impunidade esta com os dias contados.
    A jusiça tem que prevalecer.

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